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Motoristas de aplicativo são surpreendidos por “corrida do bem”

Postado em 02 de Agosto de 2020 ás 10:54

“Olá, sr. motorista. Agradecemos o seu esforço em trabalhar durante a pandemia e garantir que todos cheguem em segurança”. Este é o início da cartinha entregue para o motorista de aplicativo José Carlos Kincheski, de 35 anos, acompanhada do exemplar do livro A Maior Esperança e um pacote de pipoca.

Para Kincheski, o dia 22 de julho parecia ser mais um em sua rotina, exceto pelo contexto da pandemia e pela dor do luto que ele carregava devido à perda da mãe, que faleceu em março, de Covid-19. A tela de seu celular mostrava o bairro onde um passageiro aguardava pelo transporte.

Aparentemente, era uma chamada normal, mas ao chegar ao local para receber o passageiro, o motorista foi surpreendido por uma atitude incomum. O pagamento pela realização do percurso foi realizado normalmente, mas a corrida foi cancelada. Ao invés de embarcar, a moça que solicitou o carro lhe entregou o presente e pediu para fazer uma oração.

 

Voluntária realiza chamada por aplicativo para homenagear motorista (Foto: Marli Afonso)

Mensagem que transforma

A mensagem e o livro ele guarda com carinho no carro que dirige. “Fiquei emocionado porque atualmente, com a pandemia, em meio à tanta coisa ruim, achei um gesto bem bonito, bastante carinhoso. A atitude deles me fez pensar na minha mãe”, relembra o motorista.

A iniciativa partiu de um grupo de voluntários do projeto Missão Calebe, que só no sul do Paraná conta com mais de 1.200 inscritos. A “corrida do bem” foi idealizada por Marli Afonso, uma das integrantes da equipe da igreja adventista do bairro Capão da Imbuia, em Curitiba. “Estou vivenciando os desafios de ser motorista de aplicativo nesse período tão complicado que estamos passando. O objetivo dessa ação é fazer o bem para alguém que não conhecemos, de uma forma simples, porém, significativa”, explica ela.

Outra participante da ação com os motoristas foi a imigrante venezuelana Paola Gomes, que chegou ao Brasil em janeiro deste ano. Na ocasião, ela foi recebida pelo mesmo grupo e beneficiada pelo mesmo projeto do qual agora faz parte. Para ela, o bem recebido precisa ser passado adiante. “Fizemos isso para que as pessoas se sentissem bem e queríamos motivá-las para que soubessem que o seu trabalho é importante”, detalha.

 

Fonte : Noticias Adventistas

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