Carregando...
Carregando...

Alerta para o silêncio do câncer de intestino

Postado em 10 de Março de 2026 ás 18:52

Março é mês de conscientização para a prevenção do câncer colorretal, tipo de tumor que afeta o funcionamento do intestino grosso e o reto, geralmente causado por lesões na região do cólon, chamadas de pólipos. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 54 mil novos casos anuais da doença até 2028.

 

Detectar o câncer de intestino antes que ele emita qualquer sinal de alerta. Esse é o objetivo da sexta edição da campanha Março Azul, que em 2026 tem como tema a “Jornada da Vida”. A proposta da mobilização nacional é ampliar a detecção precoce da doença, já que ela é a segunda mais comum no Brasil, atrás apenas dos cânceres de mama e de próstata, quando excluído o câncer de pele não melanoma. O público-alvo da campanha são homens e mulheres com idades entre 45 e 70 anos.

 

O presidente da SOBED, Eduardo Hourneaux, explica que quando a detecção acontece na fase inicial do câncer de intestino, quebrando a barreira do silêncio, as chances de sucesso do tratamento podem atingir até 90%. “A ação em Seabra tem como objetivo mobilizar toda a população, e não apenas o público-alvo da campanha, porque acreditamos que a prevenção do câncer de intestino precisa fazer parte da rotina das pessoas, começando com a conscientização sobre o tema”, afirma.

 

Março Azul: 6 sinais de alerta do câncer colorretal que você não deve ignorar

 

Mesmo que considerado silencioso, alguns sinais podem indicar seu aparecimento. Entre os sinais característicos do câncer colorretal, estão:

 

·         Sangue nas fezes ou sangramento pelo ânus: mesmo que seja esporádico, o sintoma precisa ser investigado;

·         Mudança persistente do hábito intestinal: diarreia ou prisão de ventre que não melhoram, fezes mais finas ou alteração no ritmo habitual;

·         Dor ou desconforto abdominal frequente: cólicas, sensação de inchaço ou dor contínua sem causa aparente;

·         Sensação de evacuação incompleta: a impressão constante de que o intestino não esvaziou totalmente;

·         Perda de peso sem explicação: emagrecimento involuntário é sempre um sinal de alerta;

·         Fraqueza, cansaço excessivo e anemia: podem indicar perda crônica de sangue pelo intestino.

 

“Sangramento intestinal, alteração do hábito intestinal e anemia não devem ser normalizados, independentemente da idade. A investigação precoce faz toda a diferença no prognóstico”, reforça a oncologista a Dra. Maria Ignez Braghiroli, médica da Oncologia D’Or, da Rede D’Or, e especialista em tumores do trato digestivo.

 

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028. Entre os mais jovens, o diagnóstico muitas vezes ocorre em fases mais avançadas. Mudanças no estilo de vida ajudam a explicar esse cenário, como alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool e tabagismo.

 

Prevenção começa antes dos 45 anos – A detecção precoce tem como alvo pessoas acima de 45 anos, em especial se tem histórico da doença na família, uma vez que aumenta as chances de diagnóstico da doença. A redução da idade de 50 para 45 anos ocorreu no ano passado após a organização da Campanha Março Azul adotar os mesmos critérios de rastreios de sociedades internacionais, como a American Cancer Society, que perceberam o aumento da doença em pessoas mais jovens.

 

No Março Azul, o recado é direto: ignorar sintomas pode atrasar o diagnóstico. “E, quando se trata de câncer colorretal, tempo faz diferença”, alerta a Dra. Maria Ignez Braghiroli.