O Ministério da Saúde lançou o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), iniciativa que levará equipes multiprofissionais às casas de idosos com limitações funcionais atendidos pelo SUS. O investimento federal previsto é de aproximadamente R$ 500 milhões até 2027.
A expectativa é ampliar o acesso ao cuidado especializado, oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes e suporte às famílias. Mais de 2,7 mil municípios já solicitaram adesão ao programa, que permitirá a contratação e ampliação de equipes formadas por médicos, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde.
O programa vai levar equipes de saúde às residências de usuários idosos, especialmente aqueles com limitações de deslocamento, além de doenças crônicas, fragilidade ou maior vulnerabilidade clínica e social.

Durante o lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da iniciativa:
"Com a implantação do Padi Brasil, mais da metade dos mais de 3 milhões de idosos acamados atendidos pelo SUS passará a contar também com acompanhamento em casa, ampliando o acesso ao cuidado e oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes e às suas famílias."
Segundo o ministério, 2.733 municípios já solicitaram adesão ao programa, totalizando 3.677 equipes multiprofissionais, que poderão contar com profissionais como psicólogos, nutricionistas, cardiologistas, geriatras e outros especialistas.
A medida reforça as ações voltadas ao envelhecimento saudável da população brasileira, que hoje tem expectativa de vida de 76,6 anos, enquanto cerca de 80% dos idosos dependem exclusivamente do SUS.
Além do lançamento, o Ministério da Saúde homenageou a médica Guilhermina Maria Galvão Siqueira Gomes, pioneira na criação de um modelo de atenção domiciliar que inspirou a implantação do programa em nível nacional.
